O artigo de Bragança, Mangas e Steinbrenner, publicado na Organicom (v.48, 2025), revisa pesquisas sobre coberturas de desastres e conflitos na Amazônia. Identifica que o jornalismo convencional centraliza instituições e reforça enquadramentos de “tragédia natural”, enquanto mídias independentes ampliam a escuta de povos e territórios. O estudo propõe um modelo conceitual de jornalismo socioambiental baseado em ecologia política, territorialidade e justiça socioambiental.
Comunicação
A escuta como prática do jornalismo alinhado ao bem-viver na/sobre Amazônia
O estudo de Mangas, Steinbrenner e Bragança, publicado na Culturas Midiáticas (v.24, 2025), analisa a cobertura da seca de 2024. A Folha de S. Paulo priorizou fontes oficiais e especialistas, sem escutar populações amazônicas. O Amazônia Real valorizou ribeirinhos e indígenas, alinhando-se ao Bem-Viver e à justiça socioambiental.
Desastre da mineração em Barcarena, Pará e cobertura midiática: diferenças de duração e direcionamentos de escuta
O artigo “Desastre da mineração em Barcarena e cobertura midiática”, publicado na Reciis/Fiocruz (v.14, n.2, 2020), analisa a cobertura do desastre da Hydro Alunorte, em Barcarena, no ano de 2018. Destacamos a invisibilização das comunidades atingidas e a concentração da cobertura nos primeiros meses.
