Saí de Belém na noite do dia 13 de setembro, em um voo direto da TAP para Lisboa, e antes de começar a minha jornada acadêmica, passei uns dias de férias em Portugal, onde fiz alguns bate voltas em cidades próximas como Cascais, Sintra, Fátima, Nazaré, Óbidos e Setúbal.
Após esse breve roteiro lusitano, chegamos a Barcelona no dia 30 de setembro e nos hospedamos em um ático tradicional espanhol, no último andar de um edifício de cinco pavimentos localizado na Carrer Santa Anna, 12, em L’Hospitalet de Llobregat — a segunda maior cidade da Catalunha, tão integrada a Barcelona que compartilha praticamente toda a sua estrutura de mobilidade urbana.
Já no primeiro dia de outubro, levei todas as bagagens que trouxe do Brasil para o lugar onde residirei durante minha permanência por aqui: a Vila Universitária 2 da UAB. Com uma mala de 23 kg, outra de 10 kg e uma mochila de 6 kg, eu e meu irmão seguimos até a estação Av. Carrilet, onde pegamos o metrô em direção ao centro para fazer a conexão com o FGC. De lá, embarcamos na linha S2 rumo à estação Universitat Autònoma. O trem parte da Plaça Catalunya e realiza 14 paradas até o destino final, em um trajeto de cerca de 40 minutos.

Imaginava que seria um deslocamento simples, mas acabou se transformando em uma sucessão de pequenos equívocos. O percurso entre a Praça Cívica da UAB e a Vila Universitária 2 envolve uma caminhada de cerca de meio quilômetro, com subida constante e poucas indicações claras de direção.
À distância do mapa somam-se a inclinação do terreno e o peso das malas, o que transformou o trecho final em um verdadeira prova de resistência. O check-in até que foi tranquilo. Depois disso, recebi as informações sobre meu apartamento, os serviços disponíveis e a chave digital — um pequeno cartão que dá acesso ao apartamento.

Só após todo o esforço descobri que a estação Bellaterra — uma antes da Universitat Autònoma — fica muito mais próxima da Vila e teria poupado boa parte da caminhada com as malas. Também soube que há ônibus circulares internos gratuitos e, para completar, descobri que ao lado da estação existe um supermercado Condis, que além de oferecer todos os itens essenciais, integra a rede conveniada do banco digital N26 — do qual sou correntista e sobre o qual farei um post posteriormente —, permitindo saques e depósitos caso seja necessário.

Como minha família ainda estava na Espanha, não fiquei diretamente na Vila Universitária. Nestes primeiros dias, hospedei-me onde eles estavam, mas, de vez em quando, voltava para trazer pertences e itens que fui comprando para abastecer meu apartamento. No fim de semana do Círio de Nazaré, viajamos a Madrid e, apenas no domingo da procissão, dia 12 de outubro, depois de deixar meus parentes no aeroporto, peguei o trem-bala de volta a Barcelona e, desde então, estou me adaptando ao meu novo “hogar”. No próximo post eu vou detalhar um pouco mais sobre a vida neste meu novo endereço.
